Impactos na sociedade e na economia

A decisão sobre o horário de verão vai além das questões energéticas. O ministro destacou que a política é transversal e afeta diferentes setores da economia e da vida das pessoas. “Não é só uma questão energética, tem uma transversalidade na vida das pessoas”, afirmou Silveira. Isso significa que áreas como comércio, turismo, transporte e até mesmo a saúde pública, podem ser impactadas pela adoção ou não do horário de verão.
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Para o setor empresarial, especialmente o comércio e o turismo, o horário de verão costuma ser visto de forma positiva, já que os dias mais longos incentivam o consumo e o lazer ao ar livre. Cidades turísticas, como as do litoral brasileiro, também podem se beneficiar da medida, com o aumento do fluxo de visitantes e o prolongamento das atividades durante o dia.
Por outro lado, há aqueles que apontam efeitos negativos da mudança de horário no cotidiano, como a desregulação do ciclo biológico, conhecida como “relógio biológico”, o que pode afetar o sono e a produtividade de algumas pessoas. Pesquisas já indicaram que uma parte da população sente dificuldades em se adaptar ao novo horário, especialmente nos primeiros dias da mudança.
Cenário energético desafiador
A discussão sobre o retorno do horário de verão ocorre em um momento crítico para o setor energético brasileiro. A seca severa que afeta o país desde o início do ano fez com que os níveis dos reservatórios de diversas hidrelétricas ficassem abaixo do esperado, elevando os custos da energia e exigindo o uso de outras fontes, como termelétricas, que são mais caras e poluentes.
Além disso, o cenário global de mudanças climáticas tem trazido incertezas sobre os padrões climáticos futuros, tornando ainda mais imprevisível a gestão dos recursos hídricos no país. Em situações como essa, o governo busca equilibrar as necessidades energéticas com as políticas públicas que possam mitigar o impacto da crise hídrica.


