Energia armazenada e exportada
O hidrogênio verde (H2V) já é considerado a energia do futuro, pois pode ser armazenado e exportado, como mostra uma publicação no portal da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadores — Pedro Luiz Côrtes e André Pereira — acreditam que vale considerar o fato de que o Brasil tem grande potencial para seguir de maneira independente, apostando em tecnologia para explorar as riquezas ecológicas que possui e para que a exportação não seja mais uma maneira de “colonialismo moderno”.
Importante enfatizar que o Nordeste é considerado um gerador de energia de grande relevância, por estar bem localizado. O Ceará, por exemplo, já prevê exportar até 2030 cerca de 1 milhão de toneladas de H2V.

Se analisarmos as questões tecnológicas, o Brasil segue a passos lentos tanto na capacitação de profissionais quanto na formação de especialistas em tecnologias sustentáveis. É preciso fazer valer nossos talentos e matérias-primas para conduzirmos a nossa economia de maneira sólida e crescente. O Brasil é uma potência ecológica e já está entre os países de maior viabilidade de produção de H2V. A projeção é de uma movimentação de US$ 1,4 trilhão anual até 2050.
Criar oportunidades em meio ao caos, nós já fazemos há tempos. Imaginem o que é possível promover para todos os brasileiros ao gerar energia limpa, em grande escala, com nossos recursos naturais. Se produzirmos ao ponto de exportarmos fazendo valer nossas criações, conversões, processos ecoeficientes e a internet das coisas (IoT) para validar todo o potencial de crescimento do nosso país, poderemos investir na natureza, no social e na tecnologia garantindo que a expansão seja efetiva em todos os polos.


