Olhar mais inclusivo
Estudos apontam que equipes diversas tomam decisões mais equilibradas e inovadoras, e os impactos dessas ações se refletem positivamente em todo o ecossistema. Incentivar à participação de mulheres em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM — sigla em inglês) para aumentar sua presença nas áreas técnicas é, sem dúvidas, uma necessidade urgente.
Promover o acesso a investimentos para empreendedoras do setor energético é uma maneira de inovar e fomentar novas possibilidades. A busca por financiamento por essas mulheres talentosas, que ousam ocupar espaços predominantemente masculinos, é a prova de que elas estão dispostas a fazer acontecer. E, com isso, é certo que os resultados serão condizentes com seu empenho e com a disruptura nas estruturas existentes.
A participação feminina na tomada de decisão é crucial para garantir que a transição energética seja equitativa e sustentável. Iniciativas como o programa Mulheres na Energia, da Organização das Nações Unidas (ONU), que capacita e incentiva a liderança feminina no setor energético, são fundamentais para ampliar a diversidade de perspectivas. É certo que há um movimento para que avancemos na temática de gênero nos meios corporativos, mas é importante ressaltar que esse avanço ainda não corresponde aos números das mulheres na sociedade.
O Movimento Elas Lideram 2030, apresentou um relatório onde houve um aumento em 2023 de 87% de empresas engajadas a promoverem líderes femininas nas instituições desde o lançamento da Ambição 2030. Aumento que corresponde a iniciativas e apoio do +Mulher360, Ambipar, Animale e Banco do Brasil. Esse é mais um exemplo de que só há mudança quando há compromissos e metas.
O setor energético tem um grande potencial de transformação e inovação, e a inclusão de mais mulheres pode trazer novas abordagens e soluções sustentáveis para a indústria. Elas seguem desempenhando um papel fundamental ao trazer inovação, sustentabilidade e justiça social para o setor. Promover mais diversidade não é apenas uma questão de igualdade, mas um passo essencial para um futuro energético mais resiliente e eficiente.


