Impacto econômico que não aparece no PIB
Mais da metade das empregadas domésticas ainda está na informalidade. Mas histórias como a de Benedita da Silva — ex-empregada doméstica, primeira mulher negra eleita senadora no Brasil e, depois, governadora do Rio de Janeiro — demonstram que é possível mudar esse cenário. Outras mulheres também têm se posicionado para transformar essa realidade.
Creuza Oliveira é uma das fundadoras da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) e uma das principais lideranças na conquista da Lei Complementar 150/2015, que garantiu direitos como FGTS, férias e jornada de trabalho regulamentada. Estamos diante de uma mudança atual, de impacto transformador. Toda vez que nos movimentamos, isso se reflete positivamente na economia do país.
O trabalho doméstico — muitas vezes invisível — é a base de toda prosperidade social. Quando reconhecemos a dignidade de quem limpa, cuida, alimenta e organiza o cotidiano das famílias, estamos, na verdade, moldando um país mais justo.
Que a celebração do Dia Internacional do Trabalhador Doméstico nos inspire a sair do discurso e entrar na prática: apoiar leis, combater a informalidade, garantir respeito e valorizar, de verdade, quem há séculos sustenta o Brasil com trabalho, coragem e resistência.
Celebrar essa data é também celebrar uma coragem coletiva — que tem voz, rosto e representa, de maneira ativa, o futuro social e econômico do Brasil.


