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Tornado no Paraná destrói cidade e deixa rastro de perdas

Um tornado de categoria EF3, com ventos de até 250 quilômetros por hora, atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, no centro-oeste do Paraná, entre a tarde de sexta-feira, 7 de novembro, e a madrugada de sábado, 8 de novembro. O fenômeno deixou seis mortos, cerca de 750 feridos e mais de 700 imóveis destruídos, conforme informações oficiais da Defesa Civil do Estado.

A cidade, que tem pouco mais de 14 mil habitantes, ficou praticamente devastada: 90% das construções foram danificadas. Imagens registradas por moradores mostram casas destelhadas, veículos revirados e postes derrubados. Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o tornado se formou a partir de uma supercélula, tipo de tempestade mais severa registrada na meteorologia.

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Entre escombros e solidariedade, moradores de Rio Bonito do Iguaçu tentam reconstruir a vida após o tornado mais forte da história recente do Paraná | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Entre escombros e solidariedade, moradores de Rio Bonito do Iguaçu tentam reconstruir a vida após o tornado mais forte da história recente do Paraná | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Socorro e reconstrução em meio ao caos do tornado

O governo do Paraná mobilizou equipes de resgate, ambulâncias e aeronaves para atender as vítimas. Um hospital de campanha foi montado na cidade, e cerca de 3 mil imóveis ficaram sem energia elétrica. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) também confirmou a interrupção temporária no fornecimento de água devido à destruição da rede de distribuição.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, Hudson Teixeira, o trabalho emergencial inclui a remoção de escombros, acolhimento das famílias e reparos na infraestrutura. “O cenário é de devastação, mas nossas equipes estão em campo desde as primeiras horas, priorizando o resgate e a assistência humanitária”, disse em entrevista coletiva.

O governador Ratinho Junior esteve no município na manhã de sábado, 8 de novembro, e declarou que a cidade terá que ser reconstruída praticamente do zero. A Defesa Civil Nacional estima que os prejuízos materiais possam ultrapassar R$ 200 milhões, considerando moradias, prédios públicos e infraestrutura destruída.

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