As vítimas e o impacto humano
As seis vítimas fatais já foram identificadas pelo governo estadual. São elas:
- José Neri Geremias, 53 anos, de Guarapuava;
- Julia Kwapis, 14 anos, de Rio Bonito do Iguaçu;
- Jurandir Nogueira Ferreira, 49 anos, de Rio Bonito do Iguaçu;
- Claudino Paulino Risse, 57 anos, de Rio Bonito do Iguaçu;
- Adriane Maria de Moura, 47 anos, de Sulina;
- José Gieteski, 83 anos, de Rio Bonito do Iguaçu.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as buscas por desaparecidos na área urbana foram encerradas, mas equipes ainda sobrevoam regiões rurais. Mais de 500 pessoas estão desalojadas, e cerca de 200 estão abrigadas em escolas municipais.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social enviou 500 cestas básicas, 1.000 colchões e 2.000 cobertores ao município. Além disso, o Exército Brasileiro disponibilizou caminhões para o transporte de suprimentos e montagem de estruturas emergenciais.
Fenômenos extremos em alta no Brasil
Embora tornados sejam comuns em países como os Estados Unidos, o fenômeno é considerado raro no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média anual de registros no país é de 40 ocorrências, concentradas nas regiões Sul e Centro-Oeste.
O meteorologista Dayse Gouveia, do Simepar, explicou que as mudanças climáticas globais têm intensificado a ocorrência de tempestades severas no sul do país. “Eventos como esse são alimentados por massas de ar quente e úmido que encontram frentes frias intensas, especialmente na primavera”, afirmou em entrevista a CNN.
Em abril deste ano, um tornado de menor intensidade atingiu Douradina (PR), com ventos de até 120 km/h, deixando 22 feridos. Já o episódio em Rio Bonito do Iguaçu está entre os dez mais severos já registrados no Brasil, segundo levantamento do Inmet.