Eventos extremos mostram os efeitos do calor fora dos gráficos
Os impactos do aquecimento já são visíveis em diferentes regiões do planeta. Em 2025, o calor extremo ajudou a desencadear desastres de grande escala, como o tufão Kalmaegi, que matou mais de 200 pessoas nas Filipinas no mês passado. A Espanha também enfrentou os maiores incêndios florestais das últimas três décadas, resultado da combinação de altas temperaturas, baixa umidade e vegetação seca.
Casos como esses se repetem todos os anos, mas os cientistas alertam que a frequência e a intensidade estão aumentando. Eventos que antes eram considerados raros passaram a ocorrer em intervalos muito menores. Essa mudança se explica porque, quando o planeta fica mais quente, os sistemas atmosféricos se tornam mais energéticos, favorecendo tempestades mais fortes, secas prolongadas e ondas de calor mais longas.
Embora fatores naturais também influenciem nas oscilações anuais, o C3S destaca que há uma tendência contínua de aquecimento, documentada por décadas de registros e pesquisas. O órgão aponta, de forma categórica, que a principal causa dessa elevação é o aumento das emissões de CO₂ oriundas de atividades industriais e energéticas intensivas em combustíveis fósseis.


