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Acordo Mercosul-UE: o que fica mais barato?

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Posicionamento do Presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o novo acordo entre o Mercosul e a União Europeia, firmado pelo governo, corrige as condições “inaceitáveis” do pacto de 2019 e inclui temas de relevância para o Mercosul. A proposta atual garante a preservação de interesses brasileiros em compras governamentais, permitindo a implementação de políticas públicas em áreas como saúde, agricultura familiar, ciência e tecnologia.

O objetivo principal do pacto é eliminar as tarifas de importação para mais de 90% dos produtos entre os blocos, facilitando o comércio e estreitando os laços econômicos. No entanto, as compras governamentais foram um ponto de divergência, pois o acordo original previa que empresas europeias competissem de forma igualitária com fornecedores locais no Mercosul, o que poderia prejudicar a indústria nacional.

O Mercosul conseguiu reverter essa cláusula, destacando que as compras públicas são fundamentais para a nova política industrial brasileira. Um ponto de destaque foi a exclusão completa do Sistema Único de Saúde (SUS) do acordo. Isso garante que o Ministério da Saúde continue privilegiando fornecedores brasileiros, sem abrir concorrência a empresas europeias, preservando critérios nacionais nos processos licitatórios.

Leia mais: O que o Brasil ganha com o tratado entre Mercosul e União Europeia?

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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