Comoção internacional e debate sobre apoio consular
A tragédia ganhou destaque internacional, com cobertura de veículos como The New York Times, BBC, La Nación, Le Parisien, RTL Deutschland e SIC Notícias. A comoção pública e a repercussão internacional colocaram os holofotes sobre o turismo de aventura na Indonésia e sobre a falta de preparo para atender situações emergenciais em locais de difícil acesso. Especialistas também apontaram falhas na estrutura de resgate do parque e pediram mais investimentos em segurança.
Juliana era natural do Rio de Janeiro, mas morava em Niterói, na Região Metropolitana. Era formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e trabalhava como dançarina de pole dance. Desde fevereiro, ela fazia um mochilão pela Ásia e já havia visitado Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia.
O caso trouxe à tona o debate sobre o papel do Estado na proteção dos cidadãos brasileiros que vivem ou viajam para o exterior. Com a decisão de Lula de revogar o decreto de 2017, o governo sinaliza uma mudança na política consular, com foco no apoio humanitário às famílias em momentos de perda.
A expectativa agora é pela publicação do novo decreto que substituirá o anterior, garantindo que, em situações semelhantes, o governo brasileiro possa arcar com os custos de traslado e oferecer amparo digno às famílias afetadas. O caso de Juliana, além da dor, levanta reflexões importantes sobre direitos, assistência consular e o valor da vida humana diante da burocracia do Estado.


