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INSS: plano de devolução de R$ 4 bilhões começa em julho; veja como solicitar

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Como solicitar a devolução?

O pedido pode ser feito por diferentes canais, disponíveis desde 14 de maio e válidos por seis meses, prorrogáveis mediante consenso entre as partes:

  • Aplicativo Meu INSS (disponível para Android e iOS);
  • Telefone 135, opção “consultar descontos de entidades associativas”;
  • Agências dos Correios, com atendimento presencial;
  • Ações de busca ativa em comunidades rurais ou de difícil acesso, promovidas por equipes do governo.

Segundo a AGU, 3,6 milhões de contestações foram registradas até o envio do plano ao STF. Em cerca de 60% dos casos (2,16 milhões), as entidades não responderam, esse é o grupo que será automaticamente contemplado na primeira fase do reembolso administrativo.

Etapas do processo

  1. Contestação: o beneficiário questiona o desconto;
  2. Notificação: o sistema cobra explicação da entidade associativa;
  3. Prazo de resposta: a entidade tem 15 dias úteis para comprovar a autorização do desconto ou devolver os valores por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU);
  4. Silêncio ou negativa: caso a entidade não se manifeste ou a documentação não seja válida, o INSS realiza a devolução com recursos públicos e cobra posteriormente os valores devidos.

Impacto social e financeiro

Apesar da iniciativa representar um alívio financeiro para milhões de brasileiros, especialistas alertam para a necessidade de maior fiscalização no sistema previdenciário. “É uma vitória dos beneficiários, mas também um alerta: o INSS precisa aprimorar sua segurança interna e sua capacidade de identificar fraudes com rapidez”, afirmou em nota o economista Pedro Nery, consultor legislativo do Senado Federal.

O episódio também reacende discussões sobre vulnerabilidade digital, já que muitos dos golpes se apoiaram em processos mal fiscalizados de adesão a serviços por canais online e telefônicos, especialmente durante a pandemia.

A devolução de R$ 4 bilhões a aposentados e pensionistas vítimas de fraudes é um passo importante do governo federal para reparar um erro histórico. Com início previsto para 24 de julho, o plano promete corrigir distorções e proteger os mais vulneráveis, mas seu sucesso dependerá da adesão dos segurados e da agilidade do INSS em conduzir o processo com transparência.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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