Tarifas de Trump: o “Dia D” da guerra comercial
Desde que voltou ao poder, Trump retomou sua política protecionista e anunciou, em 2 de abril, a intenção de reinstaurar tarifas a países que não tenham acordos comerciais com os EUA. O prazo final para esses países firmarem novos acordos expira em 9 de julho, data que o mercado já apelidou de “Dia D” da guerra comercial.
Até agora, os EUA firmaram acordos com o Reino Unido e com o Vietnã. O acordo com os britânicos, porém, ainda não está totalmente fechado. Há rumores de que a Índia pode ser o próximo país a firmar um entendimento, enquanto potências como Japão, União Europeia e China seguem em compasso de espera. Com os europeus, fala-se em manter a atual tarifa recíproca de 10%.
Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Besset, a partir de agora devem “chover” anúncios de acordos. No entanto, a indefinição sobre os maiores parceiros comerciais, especialmente China e União Europeia, aumenta a tensão nos mercados.
Para o Brasil, qualquer mudança nas tarifas dos EUA pode impactar cadeias de exportação e importação, pressionar o dólar e afetar indiretamente a inflação. No fechamento de 5 de julho, o dólar comercial operava em R$ 5,37.


