Fed também em destaque: ata pode sinalizar rumo dos juros nos EUA
Nos Estados Unidos, outro evento com potencial de mexer nos mercados é a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, marcada para terça-feira, 9 de julho, às 15h (horário de Brasília).
Apesar da taxa de desemprego ter recuado de 4,2% para 4,1% em junho, e da criação de vagas ter superado as expectativas, o núcleo do índice PCE, o indicador de inflação preferido do Fed, subiu em maio. Isso torna o cenário para cortes de juros ainda incerto.
O chair do Fed, Jerome Powell, mantém o discurso de cautela, afirmando que é preciso ver os impactos das tarifas antes de decidir. A ata pode indicar se há membros do FOMC inclinados a antecipar um corte na reunião de julho.
A semana de 6 a 12 de julho reúne elementos que podem mudar o rumo da economia global e brasileira. Do lado internacional, a possível reinstauração das tarifas por Trump pode desestabilizar mercados e impactar o comércio global. No Brasil, o IPCA de junho e os dados de atividade serão determinantes para os próximos passos da política monetária.
Com tantas incertezas no ar, o investidor precisará acompanhar os dados com atenção redobrada e preparar-se para oscilações nos juros, câmbio e nos preços ao consumidor. Afinal, como mostra o calendário econômico, esta é uma daquelas semanas que podem fazer preço e história.


