O contexto da fala de Lula: tarifas e geopolítica em ebulição
A crítica de Lula vem no embalo de uma das principais discussões da semana nos mercados: o prazo final para que os Estados Unidos restabeleçam tarifas comerciais a países com os quais não firmaram novos acordos bilaterais, previsto para 9 de julho de 2025. A medida, anunciada por Trump em abril, visa pressionar os parceiros a reverem seus termos de comércio com Washington.
Até o momento, apenas Reino Unido e Vietnã firmaram novos acordos. Grandes economias como Japão, União Europeia e China seguem em compasso de espera. A tensão atinge também países emergentes como o Brasil, que tem nos EUA um de seus principais parceiros comerciais, o fluxo de comércio bilateral entre os dois países somou cerca de US$ 88 bilhões em 2023, o equivalente a mais de R$ 472 bilhões (considerando o dólar a R$ 5,37 em julho de 2025).
As tarifas podem encarecer produtos exportados pelo Brasil para o mercado norte-americano, afetando diretamente setores como agronegócio, siderurgia e têxteis. No caso da carne bovina, por exemplo, os EUA foram responsáveis por quase R$ 3,6 bilhões das exportações brasileiras em 2023, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).


