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Lula diz no BRICS que comércio global está ameaçado

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BRICS quer nova ordem global

A Cúpula do BRICS no Rio ocorre em um momento de transição no bloco, que agora conta com 11 membros, após o ingresso de países como Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã. O grupo tenta consolidar-se como alternativa ao G7 e defender uma nova ordem global, com ênfase na multipolaridade, soberania dos países e cooperação Sul-Sul.

No entanto, o grupo enfrenta divergências internas, como no caso da proposta de criação de uma moeda comum, impulsionada pela Rússia, mas vista com cautela por países como o Brasil.

Apesar disso, Lula ressaltou que o BRICS deve continuar a lutar por instituições multilaterais mais democráticas e representativas: “O BRICS é hoje um símbolo da resistência à velha ordem. Não queremos uma guerra, queremos uma nova governança”.

A fala de Lula na cúpula do BRICS expõe o dilema enfrentado por economias emergentes diante do ressurgimento de políticas protecionistas, como as tarifas comerciais dos EUA. Ao mesmo tempo, escancara a necessidade de reforma nas instituições que regulam o sistema internacional, do comércio à paz.

Com o comércio global ameaçado e a soberania dos países em risco, a urgência de uma nova arquitetura global parece mais evidente do que nunca e o Brasil, com Lula à frente, tenta se posicionar como voz ativa nesse debate.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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