BRICS quer nova ordem global
A Cúpula do BRICS no Rio ocorre em um momento de transição no bloco, que agora conta com 11 membros, após o ingresso de países como Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã. O grupo tenta consolidar-se como alternativa ao G7 e defender uma nova ordem global, com ênfase na multipolaridade, soberania dos países e cooperação Sul-Sul.
No entanto, o grupo enfrenta divergências internas, como no caso da proposta de criação de uma moeda comum, impulsionada pela Rússia, mas vista com cautela por países como o Brasil.
Apesar disso, Lula ressaltou que o BRICS deve continuar a lutar por instituições multilaterais mais democráticas e representativas: “O BRICS é hoje um símbolo da resistência à velha ordem. Não queremos uma guerra, queremos uma nova governança”.
A fala de Lula na cúpula do BRICS expõe o dilema enfrentado por economias emergentes diante do ressurgimento de políticas protecionistas, como as tarifas comerciais dos EUA. Ao mesmo tempo, escancara a necessidade de reforma nas instituições que regulam o sistema internacional, do comércio à paz.
Com o comércio global ameaçado e a soberania dos países em risco, a urgência de uma nova arquitetura global parece mais evidente do que nunca e o Brasil, com Lula à frente, tenta se posicionar como voz ativa nesse debate.


