Dois anos para se adaptar aos métodos alternativos
Com a publicação da lei no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 31 de julho, as autoridades sanitárias brasileiras terão o prazo de dois anos para implementar medidas que assegurem o uso de métodos alternativos aos testes em animais. Isso inclui o reconhecimento oficial dessas técnicas, a elaboração de um plano estratégico para sua difusão e a criação de formas eficazes de fiscalização.
Entre os métodos que vêm ganhando espaço está a bioimpressão 3D, tecnologia que permite criar tecidos humanos em laboratório e simular reações do corpo a determinados produtos. Outra inovação promissora é o uso dos chamados “órgãos em chip”, pequenos dispositivos que reproduzem o funcionamento de órgãos humanos em escala reduzida. Essas alternativas já são utilizadas em centros de pesquisa no Brasil e no exterior e tendem a se tornar cada vez mais comuns na indústria.
Para a ministra Marina Silva, a medida coloca o país em sintonia com práticas mais sustentáveis e respeitosas com a vida animal. “Essa é uma decisão que reafirma o nosso compromisso com uma convivência mais equilibrada entre seres humanos, natureza e outras formas de vida”, declarou durante a cerimônia.


