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Banco Central lança moeda comemorativa de 60 anos

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O Banco Central do Brasil colocou em circulação, na última sexta-feira, 25 de julho, uma moeda comemorativa de R$ 1,00 em homenagem aos 60 anos da instituição. A peça faz parte das ações realizadas pelo BC para marcar a data e será distribuída à população por meio da rede bancária.

A moeda mantém o mesmo valor de face e pode ser usada normalmente em compras e transações, como qualquer outra da segunda família do real.

Banco Central produz moeda comemorativa de 60 anos
A produção da moeda foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em abril deste ano e terá tiragem total de 23.168.000 unidades | Foto: Reprodução / Divulgação / Banco Central

No anverso (frente), o destaque é o selo oficial dos 60 anos do Banco Central, ladeado pela marca da instituição e por linhas diagonais que compõem o fundo da arte. No anel dourado, a inscrição “Banco Central do Brasil” aparece acompanhada do período “1965-2025”. Já o reverso segue o modelo padrão da moeda de R$ 1,00 em circulação.

A fabricação seguiu o padrão bimetálico adotado nas moedas de R$ 1: núcleo em aço inoxidável e anel em aço carbono revestido com bronze. Com 27 milímetros de diâmetro, a peça pesa 7 gramas e tem bordo com serrilha intermitente.

A moeda comemorativa integra um conjunto de iniciativas voltadas a valorizar e divulgar a história da autoridade monetária. Conforme o BC, o objetivo é celebrar, documentar, humanizar e compartilhar sua trajetória com a sociedade.

Moeda comemorativa reforça história de seis décadas

O Banco Central do Brasil foi criado em 31 de dezembro de 1964 e começou a funcionar oficialmente no início de abril de 1965. Desde então, tem desempenhado papel central na condução da política monetária, no controle da inflação, na regulação do sistema financeiro e na estabilidade da moeda.

A instituição surgiu da unificação de funções antes atribuídas a diferentes órgãos, como a Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc), o Banco do Brasil e o Tesouro Nacional. Essa centralização foi considerada essencial para fortalecer o controle sobre a política econômica em um período de intensas transformações no país.

Desde sua criação, o BC tem passado por diversas reformas institucionais. Entre as mais recentes, está a autonomia operacional aprovada em 2021, que estabelece mandatos fixos para sua presidência e diretoria, conferindo maior independência na formulação das políticas monetária e cambial.

Para marcar as seis décadas de existência, o BC promoveu uma série de eventos ao longo de 2025. A cerimônia oficial de comemoração aconteceu em abril, com a presença do atual presidente, Gabriel Galípolo, e de nove ex-presidentes da instituição, além de autoridades dos três poderes.

A data também foi lembrada em uma sessão solene na Câmara dos Deputados e com o lançamento do “Almanaque BC 60 anos”, publicação digital que reúne verbetes sobre os principais momentos e realizações da história da instituição.

Memória e continuidade

Outro destaque das celebrações é a série de vídeos “Conversas Presidenciais”, disponível no canal do Banco Central no YouTube. Nela, o presidente Gabriel Galípolo entrevista dez ex-dirigentes da casa, em diálogos que abordam decisões históricas, desafios enfrentados e visões sobre o futuro da instituição.

A escolha de lançar uma moeda comemorativa de circulação regular reforça o compromisso do Banco Central com o registro da própria memória e com a proximidade com a sociedade. Assim como em edições anteriores, a moeda é também um instrumento de educação financeira e de valorização simbólica das políticas públicas relacionadas à moeda e à economia.

Desde 1995, o BC já lançou diversas moedas comemorativas que celebram marcos históricos, eventos culturais e esportivos. Com a nova moeda dos 60 anos, o Banco Central destaca a importância das moedas especiais para lembrar e guardar a história.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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