A coisa é muito séria e pode ficar feia
A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) é uma das principais causas de doença hepática crônica em todo o mundo. A gordura no fígado pode aumentar o risco de doenças cardíacas e até tumores malignos.
Gente, me peguei pensando — doença no fígado pode atingir o coração, como assim? É mais que preocupante, é assustador. O corpo humano é realmente uma máquina interligada e precisamos ficar atentos aos sinais. O cardiologista Sergio Pontes, da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, me ajudou a entender esse enigma:
“O depósito gorduroso leva a uma inflamação (esteato-hepatite) e posterior degeneração do tecido hepático, resultando em progressiva fibrose do órgão, podendo atingir um estágio de cirrose e suas consequências, que se associam ao aumento de eventos cardiovasculares (infarto, AVC e morte cardiovascular), além da possibilidade de evolução para hepatocarcinoma (tumor maligno)”, explica.
Na sequência, me fiz a seguinte pergunta: quantas pessoas no mundo, e no Brasil, consomem álcool acima dos índices permitidos? Responder esse questionamento é enumerar as possíveis criaturas que podem desenvolver a tal esteatose hepática.
Então vamos lá: essa doença, que é crônica assim como o diabetes e a hipertensão, afeta 30% da população mundial e 20% de nós, ou seja, mais de 42 milhões de brasileiros. Afinal, mais de 55% consomem bebidas alcoólicas, e em grande quantidade.
Ainda nesse perfil, precisamos levar em consideração aqueles com sobrepeso/obesidade, dislipidêmicos (alterações nos níveis de colesterol e triglicérides), diabéticos, tabagistas, sedentários e hipertensos.


