Uma lata de cerveja de 350 ml tem 12 g de álcool
Os médicos não fazem cálculos precisos, mas, se o paciente bebe — não importando se pouco ou muito —, os especialistas ficam de olho nos fatores externos, aqueles que podem influenciar no aparecimento da esteatose hepática: “Obesidade (principalmente com aumento de circunferência abdominal), hipertensão, resistência insulínica, alterações de colesterol e triglicérides, considerado um conjunto de condições que favorecem a síndrome metabólica”, enumera a Dra. Juliana.
Mas alguns números devem ser levados em consideração: um consumo diário de 30 g de álcool para os homens e 20 g para as mulheres já pode elevar o risco de desenvolver a doença. Para se ter uma ideia, uma inocente latinha de cerveja de 350 ml tem 12 g de álcool.
Se você integra esse universo, faça as contas e tente diminuir a bebedeira — principalmente se seu DNA carrega os genes do diabetes ou polimorfismos genéticos. Nesse caso, a preocupação deve ser ainda maior: “Aumentam o risco para desenvolvimento de doença em estádios mais avançados, até surgimento do câncer hepático”, afirma a hepatologista.
Ainda existem as causas isoladas, como infecção pelo vírus da hepatite C, o uso de alguns medicamentos — a exemplo dos quimioterápicos, corticoides, hormônios, antidepressivos, antiarrítmicos e antirretrovirais —, além de doenças hepáticas genéticas, como a doença de Wilson (quando o fígado não libera o cobre na bile como deveria).


