Sul e Sudeste na frente, Norte e Nordeste atrás
O Distrito Federal ocupa o topo do ranking com folga, atingindo 182,33 pontos e se sobressaindo em relação aos demais estados. A seguir aparecem São Paulo, com 176,29; o Rio de Janeiro, com 176,07; Santa Catarina, com 172,44; e o Rio Grande do Sul, com 172,11.
Levantamentos anteriores já indicavam que as regiões Sul e Sudeste destacam-se na aplicação eficiente dos recursos públicos. Porém, a nova edição reforça esse padrão com dados de 2022 — mostrando que o Nordeste e o Norte, apesar de terem potencial econômico, ainda enfrentam desafios para transformar arrecadação em qualidade de vida para a população.
O secretário-executivo da entidade, João Eloi Olenike destaca que estados da região Norte e Nordeste têm menor base tributária, dependem mais da agricultura ou de atividades primárias, enquanto o Sul e Sudeste contam com economias mais diversificadas e robustas.
Cidades como o Distrito Federal se beneficiam de uma carga tributária mais baixa — 3,68% do PIB — e ainda conseguem apresentar bom desempenho social, graças ao forte peso do IDH no índice. Em contraste, estados como Maranhão, Pará e Bahia, embora arrecadem mais proporcionalmente, não conseguem traduzir esse volume em ganhos sociais equivalentes.


