Disparidade regional e comparação global
O ranking de desempenho social, por estado, traz uma clara divisão regional:
| Estado/Região | Posição/ Irbes | Destaque |
| Distrito Federal (Centro-Oeste) | 1º (182,33) | Menor carga tributária e IDH alto |
| São Paulo (Sudeste) | 2º (176,29) | Economia forte, grande arrecadação |
| Rio de Janeiro (Sudeste) | 3º (176,07) | Infraestrutura consolidada |
| Santa Catarina (Sul) | 4º (172,44) | Educação e saúde com bons índices |
| Rio Grande do Sul (Sul) | 5º (172,11) | Equilíbrio entre arrecadação e IDH |
| Maranhão, Pará, Bahia (Norte/Nordeste) | Últimos lugares | Alta carga, retorno insuficiente |
Ao comparar o Brasil com outros países de alta carga tributária (como Irlanda, Suíça e Estados Unidos), o cenário é ainda mais preocupante: o país volta a ocupar a última posição global em retorno do imposto à população — e essa é a 14ª vez consecutiva que isso ocorre.
Especialistas apontam que o país enfrenta um paradoxo: tributos “de primeiro mundo”, em volume, mas serviços públicos de qualidade incompatível com esse nível de arrecadação. O Brasil tem carga tributária de cerca de 33% do PIB, mas IDH de apenas 0,786 — ainda classificado como médio.


