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Correios registram prejuízo bilionário e pedem ajuda ao governo para evitar colapso

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Despesas em alta

Enquanto a receita caiu, os gastos aumentaram. O pagamento de dívidas judiciais, chamadas de precatórios, alcançou R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 812,6% em relação ao mesmo período de 2024. No semestre, o valor foi de R$ 1,59 bilhão, alta de quase 500%.

Outro peso está na folha de pagamento. Entre abril e junho, os gastos com pessoal foram de R$ 2,8 bilhões, alta de 9,5% em comparação com o ano anterior. Isso ocorreu por conta do reajuste de 4,11% concedido a mais de 55 mil empregados em acordo coletivo, além da retomada da gratificação de 70% sobre as férias.

Neste semestre, os trabalhadores estão em campanha por novos reajustes, e algumas regiões já aprovaram paralisações. Dentro da empresa, porém, há receio de que não exista espaço para aumentos salariais diante da situação financeira atual.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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