Tentativas de ajuste
Para tentar recuperar parte das perdas, os Correios iniciaram a venda de imóveis e lançaram um Programa de Demissão Voluntária (PDV), que já teve a adesão de cerca de 3.500 funcionários. A expectativa é de que a medida economize cerca de R$ 1 bilhão em 2026.
Outra iniciativa foi a criação de um marketplace, tentando diversificar receitas. Apesar dos esforços, a estatal precisou recorrer a empréstimos para manter suas atividades. Neste ano, já foram contratados R$ 1,8 bilhão em financiamentos com bancos como Citibank, BTG Pactual e ABC Brasil.
Esses recursos deram fôlego temporário, mas a empresa terá de começar a pagar os valores em 2026, em seis parcelas mensais. Internamente, há preocupação de que não haja dinheiro suficiente para honrar esses compromissos no futuro.
Dívidas com fornecedores
Além das dificuldades de receita e aumento de custos, os Correios não têm conseguido manter os pagamentos a fornecedores em dia. Estimativas internas mostram um passivo de cerca de R$ 600 milhões em faturas atrasadas.
No fim de junho de 2025, o saldo total de obrigações com fornecedores estava em R$ 2 bilhões, o dobro do registrado no mesmo período do ano passado e bem acima do valor do fim de 2024, que era de R$ 1,26 bilhão.


