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PEC da Reparação: um passo além do julgamento de Bolsonaro

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Um fundo para corrigir uma dívida histórica

A proposta, que cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (PEC 27/24), representa um passo gigantesco em direção à efetivação de políticas públicas essenciais para a população preta e parda.

A proposta, que cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (PEC 27/24)
Por séculos, a herança da escravidão e do racismo estrutural deixou marcas profundas em nossa sociedade | Foto: Reprodução/Canva

O acesso a oportunidades, a distribuição de renda e a presença em espaços de poder seguem brutalmente desiguais, perpetuando um ciclo de exclusão que precisa ser rompido.

É aqui que a PEC da Reparação se mostra não apenas admissível, mas absolutamente necessária. Dentro do arcabouço econômico do país, ela assegura um aporte mínimo de R$ 20 bilhões para o fundo, a ser distribuído ao longo de 20 anos.

Esse montante, longe de ser um gasto, é um investimento vital. Trata-se da alocação de recursos públicos para corrigir uma dívida histórica. O fundo, a ser administrado por um banco federal e orientado por um conselho consultivo, financiará projetos que vão desde a promoção cultural até o desenvolvimento econômico e social.

Estamos falando de um mecanismo capaz de impulsionar o empreendedorismo negro, garantir bolsas de estudo para jovens talentos, apoiar iniciativas de saúde e educação em comunidades negligenciadas e fortalecer a identidade cultural de grupos que, por muito tempo, foram invisibilizados. A PEC da Reparação não é assistencialismo: é uma ferramenta de desenvolvimento, um motor de crescimento e equiparação.

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Sobre o autor Edu Carvalho

Jornalista e apresentador. Com mais de uma década na comunicação, passou pela Globo, CNN, Revista Época. É colunista em Ecoa UOL e Projeto Colabora. Filho da Rocinha, cria do mundo.

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