Setores buscam alternativas
Diante das sobretaxas, empresas têm procurado estratégias para minimizar prejuízos. Algumas estão redirecionando parte da produção para países vizinhos, aproveitando acordos do Mercosul. Outras tentam ampliar a presença em mercados emergentes, como Índia e Oriente Médio.
Há também iniciativas de inovação: exportadores de produtos industrializados estão investindo em tecnologia para agregar valor e tornar suas mercadorias mais competitivas, mesmo com a barreira extra de impostos. Essa adaptação pode levar tempo, mas especialistas acreditam que tende a fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional.
Incertezas no horizonte
Apesar dos sinais de reação, a incerteza ainda é grande. Como os efeitos no mercado de trabalho só devem aparecer nos próximos meses, não é possível saber até que ponto os empregos estarão ameaçados. O que está claro, por ora, é que os impactos variam bastante entre os setores.
Enquanto o agronegócio e a mineração conseguem manter bons números por causa da demanda global, áreas da indústria, especialmente a de manufaturados, sentem mais fortemente as consequências do tarifaço.
Balanço até agora
O estudo da FGV deixa claro que o tarifaço trouxe efeitos imediatos. As quedas expressivas nas vendas para os Estados Unidos em apenas um mês mostram a força da medida. Mas o mesmo levantamento também sugere que os exportadores brasileiros não ficaram de braços cruzados: anteciparam embarques, buscaram novos mercados e iniciaram processos de adaptação.


