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Governo prepara empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer os Correios

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Correios enfrentam crise financeira e aumento das perdas

Os números mostram que a situação dos Correios é grave. Só no primeiro semestre de 2025, a estatal teve prejuízo de R$ 4,37 bilhões, mais de três vezes o que perdeu no mesmo período do ano passado, que foi R$ 1,35 bilhão.

Entre abril e junho, o resultado negativo foi de R$ 2,64 bilhões, quase cinco vezes maior que o de 2024. Os custos da empresa também são altos, com variação de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões por ano, enquanto as receitas vêm caindo devido à redução no envio de cartas e documentos em papel.

Além disso, ações judiciais e dívidas trabalhistas aumentaram os gastos. O problema não é recente, os Correios vêm acumulando prejuízos desde 2022, quando perderam R$ 767 milhões. Em 2023, o resultado negativo foi de R$ 596 milhões, e em 2024 subiu para R$ 2,59 bilhões.

A equipe econômica teme que, se a situação piorar, os Correios passem a depender diretamente do dinheiro do governo para funcionar. Isso colocaria a empresa dentro do Orçamento da União, o que aumentaria os gastos públicos e reduziria o dinheiro disponível para outras áreas, como saúde e educação.

Por isso, o empréstimo é visto como uma forma de ganhar tempo e reorganizar as contas da estatal. O Tesouro serviria como garantia, oferecendo segurança aos bancos que vão emprestar o dinheiro.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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