Mulheres vivem mais, enquanto homens jovens seguem mais expostos
As mulheres continuam vivendo consideravelmente mais que os homens. Em 2024, a expectativa feminina subiu para 79,9 anos, enquanto a masculina chegou a 73,3 anos, uma diferença de 6,6 anos. Segundo o IBGE, essa distância está muito ligada ao comportamento da mortalidade entre jovens do sexo masculino, que continuam mais vulneráveis a mortes violentas, como homicídios, acidentes de trânsito e outras causas externas.
O levantamento mostra que a chamada “sobremortalidade masculina” é maior entre os 15 e os 29 anos. Rapazes de 15 a 19 anos têm 3,4 vezes mais chance de morrer do que garotas da mesma idade. Entre aqueles de 20 a 24 anos, essa proporção sobe para 4,1 vezes, e na faixa de 25 a 29 anos, fica em 3,5 vezes.
O IBGE explica que esse comportamento, observado há décadas, está associado ao rápido processo de urbanização do país a partir dos anos 1980, quando as mortes violentas passaram a ocupar posição importante na estrutura de mortalidade brasileira. Mesmo com os avanços, o instituto afirma que a expectativa de vida dos homens poderia ser ainda maior se esse tipo de ocorrência fosse menos frequente.


