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Desigualdade educacional no Brasil: ritmo atual empurra equiparação entre negros e brancos para o futuro distante

Baixa escolaridade ainda afeta um terço dos negros

A desigualdade também aparece antes da universidade. Em 2023, 33,2% das pessoas negras com mais de 15 anos ainda estavam sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto, praticamente o mesmo patamar que os brancos tinham há mais de dez anos.

O índice caiu na última década, diminuindo a diferença entre negros e brancos de 13,6 para 9,1 pontos percentuais. No entanto, a desigualdade ainda é considerada alta. Entre as mulheres negras, 31,6% permanecem nesse grupo; entre os homens negros, 34,9%.

Para o Cedra, os dados mostram melhora, mas reforçam que a redução das desigualdades avança em ritmo insuficiente para que a igualdade educacional seja alcançada nas próximas décadas.

Queda do analfabetismo é destaque, mas diferença continua

O analfabetismo diminuiu de forma importante entre 2012 e 2023, especialmente entre os jovens. Entre negros de 15 a 29 anos, a taxa caiu de 2,4% para 0,9%. Entre brancos da mesma idade, passou de 1,1% para 0,6%.

Apesar da melhora, mulheres negras acima de 15 anos ainda têm o dobro do índice de analfabetismo das mulheres brancas (6,6% contra 3,3%). Entre homens negros, o Cedra afirma que a situação “é ainda pior”, porque a diferença não diminuiu no mesmo ritmo observado entre as mulheres.

O estudo também aponta avanços entre jovens de 15 a 19 anos. Entre homens negros, o percentual de pessoas com fundamental incompleto caiu de 40% para 21,3%. Entre mulheres negras, a queda foi de 29,6% para 15,7%. Ainda assim, os números seguem acima dos registrados entre jovens brancos.

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