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Desigualdade educacional no Brasil: ritmo atual empurra equiparação entre negros e brancos para o futuro distante

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Baixa escolaridade ainda afeta um terço dos negros

A desigualdade também aparece antes da universidade. Em 2023, 33,2% das pessoas negras com mais de 15 anos ainda estavam sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto, praticamente o mesmo patamar que os brancos tinham há mais de dez anos.

O índice caiu na última década, diminuindo a diferença entre negros e brancos de 13,6 para 9,1 pontos percentuais. No entanto, a desigualdade ainda é considerada alta. Entre as mulheres negras, 31,6% permanecem nesse grupo; entre os homens negros, 34,9%.

Para o Cedra, os dados mostram melhora, mas reforçam que a redução das desigualdades avança em ritmo insuficiente para que a igualdade educacional seja alcançada nas próximas décadas.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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