O Senado aprovou na última quarta-feira, 5 de novembro, por unanimidade, o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores e aposentados com renda mensal de até R$ 5 mil. Com essa decisão, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deverá começar a valer em 2026. A proposta já havia passado pela Câmara dos Deputados em outubro.
Para grande parte dos brasileiros, o Imposto de Renda funciona como um desconto aplicado diretamente no salário, na aposentadoria ou no rendimento mensal declarado na Receita Federal. Quando a faixa de isenção sobe, mais pessoas ficam livres do desconto ou passam a pagar um valor menor. Isso significa mais dinheiro disponível no mês, principalmente para trabalhadores formais, pequenos comerciantes, autônomos com renda fixa e aposentados que recebem entre dois e cinco salários mínimos.

Hoje, a isenção total é garantida até R$ 2.259. Em 2023, o governo criou uma regra chamada “desconto simplificado” que, na prática, ampliou a isenção para quem recebe até R$ 3.036, beneficiando cerca de 16 milhões de pessoas. Com a nova mudança, quem ganha até R$ 5 mil ficará totalmente isento. De acordo com dados do Ministério da Fazenda, isso adiciona mais 10 milhões de brasileiros ao grupo de isentos. Além deles, cerca de 5 milhões de contribuintes com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 pagarão menos imposto.
Para muitos trabalhadores, principalmente os que recebem salário fixo, o desconto do IR reduz o valor que chega na conta no fim do mês. Em muitos casos, quem tem salário bruto de R$ 5 mil recebe algo próximo de R$ 4.300 depois do IR e outros descontos. Com a isenção, o valor líquido aumenta, o que traz impacto direto no orçamento da família.


