Peso da greve no orçamento das famílias
O valor da tarifa do ônibus, hoje em R$ 5 segundo tabela oficial da SPTrans, costuma ser a alternativa mais econômica para deslocamentos diários. Quando o serviço é interrompido, passageiros precisam recorrer a transporte por aplicativo, mototáxi, vans irregulares ou até a mais de uma condução para cumprir trajeto até o trabalho.
O custo médio de uma corrida por aplicativo em horário de pico na cidade varia entre 23 reais e 35 reais em percursos curtos, de acordo com simulações feitas em diferentes aplicativos. Para trabalhadores com baixa renda, o gasto inesperado compromete despesas essenciais, como alimentação e pagamento de contas mensais. Em dias de paralisação, a despesa com mobilidade pode superar cinco vezes o valor habitual de deslocamento, o que cria pressão imediata sobre orçamentos já apertados.
A dependência do transporte público é maior entre famílias que vivem nas regiões mais periféricas da capital, onde o acesso a estações de metrô e trem é limitado. Uma viagem que normalmente custa 5 reais pode se transformar em duas ou três conduções, elevando o gasto diário para mais de 15 reais, especialmente quando há necessidade de alternar ônibus com outro modal. Com a paralisação, muitos trabalhadores relataram trajetos superiores a duas horas e troca de modais acima do habitual.


