Economia, tarifas e atritos com outros países
Na economia, Trump voltou a usar tarifas como ferramenta de pressão. Em abril de 2025, anunciou aumentos de impostos sobre produtos importados de mais de 180 países, com algumas taxas chegando a 50%. O objetivo declarado era proteger empresas americanas e forçar negociações comerciais.
O Brasil inicialmente recebeu uma tarifa menor, de 10%, mas meses depois passou a enfrentar uma taxa adicional de 40%. Trump justificou a medida citando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após meses de tensão, os governos dos dois países retomaram o diálogo. No fim de outubro, Trump se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em novembro, os Estados Unidos anunciaram a retirada gradual das tarifas sobre produtos brasileiros como carne, café e aço.
Apesar dos recuos pontuais, as tarifas elevaram custos, afetaram cadeias globais de produção e aumentaram a desconfiança de parceiros históricos dos Estados Unidos.
Relações exteriores: conflitos e tentativas de mediação
No cenário internacional, Trump buscou se apresentar como mediador de conflitos, mas suas ações frequentemente aumentaram a tensão. O apoio a Israel se intensificou, com cinco encontros com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao longo de 2025.
Em julho, os Estados Unidos atacaram instalações nucleares do Irã, encerrando um conflito de 12 dias entre Teerã e Tel Aviv que deixou quase 1.000 mortos. Meses depois, Trump anunciou um cessar-fogo e passou a defender a criação de um conselho de paz para Gaza, após ter sugerido anteriormente transformar a região em um grande projeto turístico.
A relação com a Rússia também foi instável. Trump alternou elogios e críticas ao presidente Vladimir Putin e chegou a chamá-lo de “louco” devido à guerra na Ucrânia. Em agosto, os dois se encontraram no Alasca para discutir possíveis caminhos para a paz. Trump passou a responsabilizar o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por dificuldades nas negociações, após um encontro tenso na Casa Branca.
América Latina, Venezuela e ações militares
A América Latina esteve entre as regiões mais afetadas pela política externa do governo. Trump reforçou o discurso de combate ao narcotráfico e retomou uma postura de forte intervenção na região.
Em agosto, ordenou uma ofensiva para cercar a Venezuela. Meses depois, uma operação em território venezuelano terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, provocando reações internacionais e críticas sobre o respeito às regras internacionais.
Entre setembro e dezembro, forças americanas também atacaram embarcações suspeitas de tráfico no Caribe e no Pacífico. As operações deixaram mais de 100 mortos, levando a ONU a classificar as ações como possíveis execuções fora do devido processo legal.
Pressão sobre a Europa e a Groenlândia
Outro episódio que chamou atenção foi a pressão dos Estados Unidos sobre a Dinamarca em relação à Groenlândia. Trump afirmou que o território é estratégico para a segurança americana e não descartou o uso de força. A ameaça de tarifas contra países europeus contrários à ideia gerou tensão dentro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e expôs divisões entre aliados históricos.
Saúde, ciência e cortes de gastos
Na área da saúde, a nomeação de Robert Kennedy Jr. para comandar o setor marcou uma mudança de rumo. O governo retirou seis vacinas do calendário infantil recomendado, o que levou médicos a alertarem para o risco de retorno de doenças antes controladas.
Outro impacto global foi o fechamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), responsável por programas de ajuda humanitária. A decisão partiu do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Elon Musk, e resultou em cortes significativos em projetos sociais e internacionais.


