Brasil tem perfil diferente e saldo positivo no comércio
Enquanto muitas economias enfrentam um alto grau de dependência externa, o Brasil segue em uma posição distinta. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostram que o país encerrou 2025 com superávit comercial de US$ 63,8 bilhões (cerca de R$ 319 bilhões), resultado da diferença positiva entre exportações e importações.
A China manteve-se como o principal parceiro comercial brasileiro, respondendo por 28,69% das exportações totais, com compras que somaram US$ 100 bilhões (aproximadamente R$ 500 bilhões) em 2025, alta de quase 6% em relação ao ano anterior. As importações brasileiras de produtos chineses alcançaram US$ 70,9 bilhões (cerca de R$ 354,5 bilhões), gerando um superávit bilateral de US$ 29,1 bilhões (aproximadamente R$ 145,5 bilhões) para o Brasil.
Os Estados Unidos ficaram na segunda posição entre os destinos das exportações brasileiras, com US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 188,5 bilhões) vendidos. Já as importações vindas do país somaram US$ 45,2 bilhões (aproximadamente R$ 226 bilhões), o que resultou em déficit para o Brasil nessa relação. Mesmo com a queda de 6,57% nas exportações, impactadas por tarifas aplicadas a alguns produtos, os EUA ainda representaram 10,8% das vendas externas brasileiras.
Na terceira colocação aparece a Argentina, com US$ 18,1 bilhões (cerca de R$ 90,5 bilhões) em exportações brasileiras e US$ 12,9 bilhões (aproximadamente R$ 64,5 bilhões) em importações. O saldo permaneceu positivo para o Brasil, reforçando a importância do comércio regional.


