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Importações caem apesar de superávit comercial do Brasil, que chega a R$ 21,7 bilhões em janeiro

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Mudança nos destinos das vendas brasileiras

A queda nas exportações foi puxada principalmente pelos embarques para a América do Norte, que recuaram 18,2%. Para os Estados Unidos, a redução foi ainda maior, de 25,5%, em meio às tarifas criadas pelo governo de Donald Trump.

Também houve queda nas vendas para a Europa, de 1%, sinalizando menor demanda em mercados tradicionais. Em contrapartida, as exportações para o Oriente Médio cresceram de forma expressiva, com alta de 31,6%.

Os Emirados Árabes Unidos se destacaram, com aumento de 110,1%, passando de cerca de R$ 1,45 bilhão para R$ 3 bilhões. As vendas para o Iêmen cresceram 330,2%, gerando aumento próximo de R$ 500 milhões, enquanto para o Irã houve alta de 21,4%, cerca de R$ 500 milhões a mais. Também houve crescimento relevante nas exportações para a China, com alta de 17,4%, o que representou aumento de R$ 5 bilhões, e para a Índia, com avanço de 14,4%, equivalente a cerca de R$ 500 milhões.

O resultado de janeiro mostra que, mesmo com a economia em ritmo mais lento, o comércio exterior brasileiro segue se ajustando, com menos importações, exportações ainda fortes e mudanças importantes nos destinos das vendas, o que ajudou a garantir um superávit expressivo logo no início de 2026.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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