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Biometria facial no consignado do INSS: o que muda e como fazer

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Medida tenta conter fraudes bilionárias contra aposentados

A exigência da biometria facial ocorre após a série de fraudes em consignados e descontos indevidos em benefícios do INSS. Investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram graves irregularidades em contratos realizados sem o consentimento dos aposentados.

Dados divulgados nas apurações mostram o tamanho do problema nos últimos anos:

  • Mais de 1,6 milhão de aposentados solicitaram reembolso de descontos considerados indevidos;
  • Cerca de 29 mil reclamações relacionadas a fraudes foram registradas em plataformas de defesa do consumidor entre 2021 e 2024;
  • As entidades investigadas movimentaram bilhões de reais em descontos ilegais diretamente na folha de pagamento dos segurados.

Especialistas avaliam que a biometria facial deve dificultar drasticamente os golpes praticados com o uso indevido de documentos e dados pessoais.

Apesar do aperto na segurança, as novas diretrizes trouxeram uma flexibilização nos prazos: o período máximo para o pagamento dos consignados passou de 96 para até 108 parcelas em determinadas modalidades de crédito.

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Sobre o autor Fernanda Evarista

Jornalista com qualificação em gestão esportiva e atuação na captação de recursos para a realização de projetos sociais de alto impacto

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