O governo federal transformou o programa Celular Seguro em uma política pública permanente e anunciou a criação do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma plataforma que vai reunir informações de aparelhos roubados, furtados ou perdidos em todo o Brasil.
A medida foi oficializada nesta terça-feira, 23 de junho, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem como principal objetivo dificultar a circulação de celulares com registro de crime, além de ampliar a recuperação dos aparelhos e enfraquecer o mercado ilegal que movimenta esse tipo de produto.

O que muda com o Celular Seguro?
A principal novidade é a criação de um grande banco nacional de dados com informações sobre celulares que foram roubados, furtados ou extraviados. O sistema vai concentrar registros do próprio programa Celular Seguro, boletins de ocorrência das Polícias Civis, operadoras de telefonia, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e outros bancos de dados ligados à segurança pública.
De acordo com o governo federal, a plataforma já nasce com informações de mais de 3,3 milhões de aparelhos que podem ser identificados e recuperados. A expectativa é que a integração dessas bases permita localizar celulares que hoje circulam normalmente mesmo após terem sido registrados como produto de roubo ou furto.