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Brasil ainda deverá desperdiçar parte da energia solar e eólica até 2030, aponta ONS

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Baterias e data centers podem reduzir desperdício

O ONS também aponta que o avanço de tecnologias de armazenamento pode ajudar a diminuir o problema. As baterias de grande porte permitem guardar a energia produzida em horários de menor consumo para utilizá-la posteriormente, evitando que parte dessa produção seja descartada. No entanto, o órgão avalia que essas soluções ainda não terão presença suficiente no sistema elétrico brasileiro até 2030. Outro fator que pode aliviar a sobreoferta é o crescimento da demanda por eletricidade.

A previsão é que a carga de energia passe de 83,8 GW em 2026 para 98,8 GW em 2030, um aumento de 17,9%. Entre os principais responsáveis por esse avanço estão os data centers, estruturas que armazenam e processam grandes volumes de informações para serviços digitais, computação em nuvem e inteligência artificial. Como operam de forma contínua, esses centros consomem grandes quantidades de energia.

Segundo o ONS, o consumo médio desse setor deve saltar de 0,3 GW em 2026 para quase 3,5 GW em 2030.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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