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Brasil ainda deverá desperdiçar parte da energia solar e eólica até 2030, aponta ONS

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Energia solar continuará em expansão

Mesmo com a necessidade de limitar parte da geração, a capacidade instalada de produção de energia no Brasil continuará crescendo. A oferta total deverá passar dos atuais 256 GW para 286,5 GW até o fim da década.

O principal avanço continuará sendo da geração solar distribuída, formada pelos sistemas instalados em telhados de residências, empresas e propriedades rurais. Atualmente, essa modalidade já é a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira, atrás apenas das hidrelétricas. Segundo o ONS, sua participação deve aumentar de 18,1% para 23,5% até 2030.

Apesar dessa expansão, o operador reforça que o país ainda precisará contratar novas usinas capazes de atender aos momentos de maior consumo de energia. Essas unidades funcionam como uma reserva, podendo ser acionadas rapidamente quando a demanda aumenta ou quando há queda na geração das fontes renováveis.

Na avaliação do órgão, os leilões realizados neste ano não serão suficientes para atender toda a necessidade prevista até 2030, tornando necessária a realização de novas contratações nos próximos anos.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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