Governo ainda quer negociar com os Estados Unidosantes da retaliação
Mesmo com o início do processo, o governo afirma que pretende priorizar as negociações com Washington. As consultas diplomáticas devem buscar uma forma de reduzir ou até eliminar os efeitos das tarifas americanas antes que o Brasil adote uma eventual resposta.
O governo brasileiro também afirma que já vinha tentando convencer o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) a encerrar a investigação que levou às novas cobranças.
Segundo o Planalto, o Brasil apresentou informações para contestar as acusações feitas pelos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais desleais. O governo considera as tarifas injustificadas e afirma que continuará defendendo sua posição nas negociações e em outras instâncias.
A decisão de iniciar o procedimento ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim.
A possibilidade de reciprocidade também enfrenta resistência de alguns setores da economia brasileira. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), por exemplo, já defendeu que o país mantenha as negociações com os Estados Unidos pela via diplomática e empresarial.


