Brasil também levou o caso à OMC
A disputa comercial não está restrita às negociações entre os dois governos. O Brasil também acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as novas tarifas americanas.
O governo brasileiro afirma que as cobranças são unilaterais e discriminatórias e que não estão de acordo com compromissos assumidos pelos Estados Unidos dentro da organização.
Nesta semana, Washington respondeu ao pedido e informou que aceita realizar consultas com o Brasil. Os dois países ainda deverão definir quando e como serão realizadas as reuniões.
O que pode acontecer agora?
O processo aberto com base na Lei da Reciprocidade seguirá suas próprias etapas. A legislação prevê que o governo identifique as medidas adotadas pelo outro país, os setores brasileiros afetados e uma estimativa dos prejuízos antes de decidir se haverá alguma resposta.
Entre as possibilidades previstas estão a suspensão de benefícios comerciais, medidas relacionadas a investimentos e algumas obrigações sobre propriedade intelectual.
Por isso, o início do procedimento não representa uma retaliação imediata aos Estados Unidos. O governo ainda poderá optar por uma solução negociada caso as conversas consigam reduzir os efeitos das tarifas.
Além das negociações, o governo afirma que pretende buscar novos mercados para os produtos brasileiros e manter medidas de apoio aos setores atingidos. Entre elas está o Plano Brasil Soberano, criado para ajudar empresas afetadas pelas tarifas americanas e preservar empregos e a capacidade de produção no país.


