Tarifas dos EUA podem chegar a 37,5% para alguns produtos
A discussão ocorre após os Estados Unidos ampliarem as tarifas sobre mercadorias brasileiras. Em 22 de julho, entrou em vigor uma cobrança adicional de 25% sobre determinados produtos do Brasil.
A medida foi tomada depois de uma investigação do USTR com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Esse mecanismo permite ao governo americano investigar práticas comerciais de outros países e adotar medidas quando considera que elas prejudicam empresas dos EUA.
Na investigação, o governo americano apontou questões relacionadas a comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, patentes, pirataria, etanol e desmatamento ilegal.
Dois dias depois, em 24 de julho, começou a valer uma segunda tarifa, de 12,5%, relacionada a uma investigação sobre a entrada de produtos associados ao trabalho forçado.
As duas cobranças podem atingir o mesmo produto. Quando isso acontece, as tarifas chegam a 37,5%.
Segundo o governo brasileiro, as duas medidas atingem, sozinhas ou juntas, cerca de 23,1% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, considerando os dados de 2024. Em 16,5% das vendas brasileiras ao mercado americano, as duas cobranças são aplicadas ao mesmo tempo.
Para o Brasil, essas medidas podem aumentar o custo dos produtos nacionais vendidos aos americanos e dificultar a entrada de mercadorias brasileiras naquele mercado.


