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Economia chinesa: os desafios além das tarifas de Trump

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4. Atração de novos investimentos

Segundo Rocha, outro desafio são as tensões geopolíticas, as tarifas de mercados desenvolvidos e a falta de confiança de investidores na estabilidade econômica do país. Ainda assim, a China tem potencial em áreas como energias renováveis, tecnologia avançada e exportação de carros elétricos. “Para atrair mais investidores, o país poderia oferecer benefícios fiscais, melhorar a proteção aos direitos de propriedade intelectual e tornar as regras mais claras e confiáveis”, sugere.

5. Limitações dos programas de incentivo

A economista destaca que programas como a troca de eletrodomésticos têm efeito limitado e não resolvem a queda no consumo interno.

“É necessário adotar soluções mais abrangentes, como aumentar os salários, estimular o mercado de trabalho e fazer reformas no setor imobiliário. Investir em inovação e incentivar o setor privado também ajudaria a fortalecer a economia e recuperar a confiança das pessoas para voltar a consumir”, concluiu.

A nova guerra comercial com Trump

Desde 2018, quando os EUA aumentaram impostos sobre produtos chineses, iniciou-se uma guerra comercial que enfraqueceu a relação econômica entre os dois países. A economia chinesa, antes robusta, enfrenta agora problemas como o setor imobiliário em crise, empresas endividadas e crescimento mais lento.

Apesar disso, a China tem se preparado para lidar com desafios, incluindo possíveis tarifas mais altas prometidas por Donald Trump. O país tem dificultado operações de empresas americanas, a partir da promoção do consumo interno e da diversificação suas cadeias de produção e fornecedores, com objetivo de reduzir a dependência dos EUA.

Embora o governo chinês crie novos mecanismos para fortalecer a economia, especialistas alertam que medidas drásticas, como vender títulos americanos ou desvalorizar o yuan, podem ser prejudiciais para o próprio país.

A percepção mundial sobre a economia chinesa

Um estudo do Instituto de Pesquisa do Global Times, realizado entre agosto e novembro de 2024, em 46 países, mostrou que a influência da China é amplamente reconhecida, especialmente nos setores econômico (77%), financeiro (75%) e tecnológico (72%). Jovens destacaram confiança no avanço tecnológico do país. Com 51.332 respostas válidas, o levantamento foi o maior já feito pela China, abrangendo países do G20, Brics e Asean.

Reconhecimento global e posição de liderança

Mais de 70% das pessoas entrevistadas em regiões como África, Brics e Oriente Médio acham que a China tem um papel muito importante no cenário global. Essa opinião também é compartilhada por 60% das pessoas na Europa e nos países da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), além de mais da metade dos entrevistados em nações desenvolvidas.

No ranking das maiores potências globais, a China está em segundo lugar, atrás dos Estados Unidos, que lideram com 47%. Cerca de 20% consideram a China a maior potência, 27% a colocaram em segundo lugar, e 17% em terceiro.

Sobre o crescimento econômico, 80% dos entrevistados confiam na economia da China. Mais de 90% acreditam que ela continuará crescendo nos próximos dez anos, e cerca de 60% veem a China como a principal força do crescimento econômico mundial.

Leia também: China: 70% veem economia do país como robusta em estudo global

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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