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Disney ajusta programas de inclusão para focar em resultados comerciais

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A Disney anunciou que fará mudanças em suas políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), agora com maior foco nos resultados comerciais da empresa. A informação foi divulgada em um comunicado interno de resultados, obtido pela Reuters, nesta terça-feira, 11 de fevereiro.

Essa mudança segue uma tendência de várias grandes empresas dos Estados Unidos, que estão ajustando suas políticas de DEI em resposta à pressão política contra esses programas, especialmente após a posse de Donald Trump.

Além disso, a Disney reavaliou a forma como lida com seus filmes antigos. Eles modificaram os avisos que antes explicavam representações estereotipadas, tornando-os mais simples e alertando apenas sobre “estereótipos ou representações negativas”.

Disney ajusta políticas de inclusão para foco comercial.
A Disney segue o movimento de empresas que buscam se enquadrar ao novo cenário político americano |Foto: Reprodução/Patrick T. FALLON /Flickr

A empresa também alterou o nome de seu programa “Reimagine Tomorrow”(Reimaginar o Amanhã), que originalmente tinha como objetivo promover a diversidade e a inclusão dentro da organização, para “MyDisneyToday” (Minha Disney Hoje), agora com foco em atrair novos talentos e fortalecer uma cultura inclusiva que se alinhe mais aos seus objetivos comerciais.

Outra mudança importante foi nos critérios de avaliação dos executivos. Antes, a empresa avaliava o aumento da diversidade entre os funcionários, mas agora a meta é promover os valores da Disney e criar um time que reflita a diversidade de seus consumidores ao redor do mundo.

Essas mudanças na Disney fazem parte de um movimento maior, onde outras empresas como Google, Meta e Amazon também começaram a revisar suas políticas de DEI. Isso acontece após o governo Trump, em 2024, iniciar um movimento para diminuir essas políticas tanto no setor público quanto privado.

Em 2023, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu derrubar programas de ação afirmativa nas universidades, o que aumentou a pressão para que empresas privadas também reavaliassem seus programas de diversidade.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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