A necessidade de programas de suporte e prevenção
A solução apontada por especialistas envolve a criação de programas que combinem apoio à saúde financeira e psicológica dos funcionários. De acordo com a pesquisa, 85% dos entrevistados acreditam que as empresas deveriam priorizar o bem-estar financeiro de seus colaboradores.
Além disso, 80% defendem a criação de programas de suporte psicológico e 79% acreditam que a educação financeira pode ajudar a reduzir a incidência de apostas compulsivas no ambiente corporativo.
Para Ines Hungerbühler, psicóloga e head de estratégia clínica do Wellz, a dependência em apostas é um problema grave de saúde mental. “A alta capacidade de gerar dependência faz das apostas online um transtorno reconhecido pelo DSM-5 como ‘Gambling Disorder’. Isso pode levar a consequências extremas, incluindo o suicídio, exigindo tratamento estruturado e suporte profissional. O envolvimento excessivo em apostas afeta não apenas o indivíduo, mas também todo o seu entorno, reforçando a necessidade de estratégias de prevenção e acompanhamento psicológico”, destaca.
Benefícios de enfrentar o problema
A adoção de medidas preventivas pode trazer benefícios tanto para os trabalhadores quanto para as empresas. Entre as vantagens de programas de educação financeira e suporte psicológico, destacam-se:
- Melhoria da saúde mental: a redução do estresse financeiro impacta positivamente o bem-estar emocional dos colaboradores.
- Aumento da produtividade: funcionários com maior segurança financeira e emocional tendem a ser mais focados e produtivos.
- Redução da rotatividade: empresas que oferecem suporte aos colaboradores evitam perdas de talentos devido a dificuldades financeiras.
- Melhoria na reputação da empresa: organizações que promovem bem-estar são mais atrativas para profissionais qualificados.
Diante da gravidade do problema, especialistas defendem que o combate ao impacto das bets deve passar pela educação financeira e pelo apoio psicossocial, tornando o ambiente corporativo mais saudável e produtivo.
*Entrevistas concedidas ao Estadão


