Balança comercial
Em 2024, o setor mineral brasileiro registrou um superávit de R$ 34,95 bilhões na balança comercial, representando 47% da balança comercial total do país. As exportações cresceram 0,9%, passando de R$ 43,04 bilhões em 2023 para R$ 43,43 bilhões no último ano.
Em contrapartida, as importações diminuíram 23,1%, fechando 2024 em R$ 8,48 bilhões, contra R$ 11,02 bilhões no ano anterior. Em entrevista coletiva, Raul Jungmann, diretor-presidente do Ibram, destacou que a alta do dólar e os efeitos da guerra entre Ucrânia e Rússia, iniciada em 2022, podem ter influenciado esses números.
Jungmann explicou que a antecipação de compras realizada nos anos anteriores, devido ao conflito, não se repetiu em 2024. As empresas, com maior cautela, passaram a fazer estoques, especialmente de potássio, fosfato e carvão, que são itens essenciais para a mineração brasileira e outros setores.
Em relação ao impacto de uma possível nova postura do governo dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, Jungmann considerou que as exportações brasileiras não devem ser significativamente afetadas.
Atualmente, 80% das exportações brasileiras do setor mineral são destinadas à Ásia, com destaque para a China, o que reduz o impacto de eventuais mudanças nas políticas comerciais dos Estados Unidos. Mesmo no caso de uma alta taxação, ele acredita que o impacto dependerá de sua abrangência, se será geral ou seletiva, atingindo apenas alguns produtos.


