O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em seu relatório anual sobre barreiras comerciais, apontando práticas vistas como protecionistas e prejudiciais para os exportadores americanos. Isso abre a possibilidade de o governo dos EUA aumentar tarifas sobre diversos produtos no mundo todo, como parte da política comercial do presidente Donald Trump. Essa medida tem gerado preocupações sobre as relações comerciais globais e os efeitos das tarifas nas economias envolvidas.

O relatório de 2025, divulgado na segunda-feira, 31 de março, pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), fala sobre as dificuldades que os exportadores americanos enfrentam em 47 países e na União Europeia. O Brasil é um dos países mais mencionados, com várias críticas sobre suas políticas comerciais e ações protecionistas.
Produtos brasileiros como etanol, cachaça e eletrônicos foram citados como “desleais” no relatório. O USTR afirma que essas barreiras dificultam a competitividade dos exportadores americanos e afetam as exportações dos EUA para o Brasil. O objetivo da NTE é detalhar os obstáculos ao comércio internacional enfrentados pelos EUA e listar as ações do USTR para tentar reduzir esses problemas. Para os Estados Unidos, as tarifas podem ser uma forma de lidar com práticas comerciais consideradas injustas.
Em nota, o embaixador e representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, defendeu a posição de Trump sobre a adoção de novas tarifas. Ele disse que o governo dos Estados Unidos está comprometido em combater barreiras comerciais que prejudicam a competitividade das empresas e trabalhadores americanos no mercado global, e que estão trabalhando para corrigir práticas comerciais injustas e promover um comércio mais justo.


