Tensão comercial entre China e EUA beneficia concorrência
A decisão de Pequim foi uma resposta direta à imposição de tarifas de 145% sobre produtos chineses, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a Bloomberg News, que revelou a medida com base em fontes próximas ao governo chinês, as companhias aéreas locais foram instruídas a não aceitarem novas entregas da Boeing e a suspenderem compras de peças e equipamentos de empresas norte-americanas do setor.
O impacto no mercado foi imediato: as ações da Boeing recuaram cerca de 3% no pré-mercado. A China representa um dos mercados mais estratégicos para a fabricante norte-americana, ainda que a europeia Airbus tenha forte presença no país.
Com a interrupção, cresce o custo de manutenção dos aviões Boeing em operação na China, o que pode forçar uma reavaliação por parte das companhias aéreas locais. Nesse cenário, alternativas como Airbus, COMAC (fabricante chinesa) e Embraer ganham espaço como fornecedoras viáveis.


