Políticas públicas e ambiente favorável ajudam a impulsionar o empreendedorismo
O crescimento registrado no início de 2025 não aconteceu por acaso. Desde 2024, o governo federal vem colocando em prática a Política Nacional de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas. O objetivo dessa política é fortalecer esses negócios, com foco em aumentar a produtividade, incentivar a inovação e promover a inclusão econômica. Essa iniciativa tem sido vista como um dos principais motivos para o bom desempenho do setor.
A política é organizada em nove diretrizes e oito áreas de atuação. Entre as ações estão: diminuir a burocracia, facilitar o acesso ao crédito, oferecer capacitação e incentivar o uso de novas tecnologias. Ela também busca ajudar na formalização dos negócios, estimular a participação em cadeias produtivas, aumentar a competitividade e reforçar práticas responsáveis nas áreas ambiental, social e de gestão (ESG).
Outro ponto importante é que essa política reconhece a diversidade dos empreendedores brasileiros. Ela não se concentra apenas nos grandes centros urbanos, mas também em pequenas cidades e áreas rurais. Isso é essencial para garantir que as oportunidades cheguem a mais pessoas, inclusive mulheres, jovens, pessoas negras e indígenas, que muitas vezes enfrentam mais dificuldades para abrir e manter um negócio.
Segundo o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, a proposta é alcançar empreendedores de todas as regiões do país, criando condições mais justas para o crescimento de negócios sustentáveis. “Estamos levando essa política para todas as partes do país, com foco em produtividade, inovação e inclusão econômica”, disse ele em nota.
Dados do Monitor Global de Empreendedorismo (GEM 2024) ajudam a entender esse cenário. A taxa total de empreendedorismo no Brasil passou de 30,1% para 33,4%, o maior índice dos últimos quatro anos. Isso quer dizer que um em cada três adultos brasileiros está envolvido em algum tipo de negócio, seja ele formal ou informal.
Outro dado importante é o aumento da Taxa de Empreendedores Estabelecidos — aqueles que têm um negócio há mais de 3,5 anos. Esse índice cresceu de 8,7% em 2020 para 13,2% em 2024. Isso mostra que os negócios estão amadurecendo, ficando mais estáveis e gerando empregos, tanto diretos quanto indiretos.
Esse avanço colocou o Brasil na sexta posição no ranking mundial de empreendedores estabelecidos, ficando à frente de países como Reino Unido, Itália e até Estados Unidos. Isso mostra a força e a capacidade de superação do empreendedor brasileiro, mesmo com os desafios econômicos e estruturais do país.
Outro ponto importante é a formalização dos negócios. O MEI (Microempreendedor Individual) tem sido uma porta de entrada para quem quer empreender de forma legal. Ele permite que trabalhadores autônomos tenham um CNPJ, emitam nota fiscal, tenham acesso à previdência e possam contratar um funcionário. Como o processo é simples e tem custos baixos, o MEI se tornou uma ferramenta importante de inclusão econômica.
Além disso, com o CNPJ, o empreendedor pode participar de licitações, conseguir crédito mais barato e aumentar sua rede de clientes. Tudo isso contribui para que o negócio cresça com mais segurança e sustentabilidade.
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