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Americanos vão às compras antes das tarifas; veja os itens mais buscados

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Como o tarifaço pode tornar iPhone nos EUA tão caro como no Brasil?

Embora a Apple ainda não tenha se pronunciado oficialmente, especialistas alertam: se o aumento for totalmente repassado ao consumidor, os preços dos aparelhos podem disparar, alcançando patamares próximos aos praticados no Brasil.

Os dispositivos da Apple são mundialmente reconhecidos como símbolos da inovação dos EUA, carregando orgulhosamente a frase “Designed in California” (Projetado na Califórnia). No entanto, a inscrição “Assembled in China” (Montado na China) revela uma dependência que desagrada profundamente a Trump. Apesar de projetados nos Estados Unidos, os aparelhos são majoritariamente produzidos em fábricas chinesas — e, por isso, entrarão na lista dos que sofrerão o impacto da nova tarifa.

Atualmente, o iPhone 16 mais básico custa US$ 799 (cerca de R$ 4.490) nas lojas da Apple nos EUA. Considerando o dólar na casa dos R$ 5,62, esse valor é cerca de 40% mais barato do que o preço praticado no Brasil, onde o mesmo modelo parte de R$ 7.799.

Mas essa vantagem pode diminuir drasticamente. Com o anúncio recente, Trump confirmou uma tarifa extra de 34% para todos os produtos vindos da China, que se soma à taxa de 20% já existente. Ou seja, os aparelhos montados no país asiático, como os iPhones, agora enfrentam um imposto de importação de 54%.

Na prática, quem paga essa conta é a empresa importadora — que, geralmente, acaba repassando os custos para o consumidor final. Se a Apple optar por transferir integralmente esse aumento para o preço dos seus produtos, o valor do iPhone pode subir mais de 50%. Assim, o preço do modelo básico nos EUA poderia saltar para aproximadamente US$ 1.230, o equivalente à cerca de R$ 6.912.

Com esse reajuste, a diferença de preço entre comprar o iPhone nos EUA ou no Brasil ficaria bem menos atrativa. Hoje, a economia na compra internacional gira em torno de 42%. Após a aplicação da nova tarifa, essa vantagem cairia para meros 11%. Ou seja, quem costuma trazer o aparelho de viagens aos Estados Unidos teria um benefício financeiro muito menor.

Além disso, vale lembrar que promoções locais, como as da Black Friday ou ofertas vinculadas a planos de operadoras, podem facilmente oferecer descontos de 10% ou mais no Brasil. Com a mudança, a compra no exterior perderia boa parte do seu apelo, levando muitos consumidores a repensarem a decisão de adquirir o smartphone fora do país.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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