O funk deixou de ser apenas um movimento cultural periférico para se consolidar como uma verdadeira potência econômica no Brasil e além das fronteiras. Rodrigo Oliveira, fundador da GR6 – um dos maiores estúdios musicais da América Latina – é uma das figuras centrais nesse processo. Com parcerias internacionais, contratos milionários e estratégias empresariais inovadoras, ele mostra como o mercado do funk evoluiu e movimenta milhões, gerando emprego, renda e transformando vidas.

A história de Rodrigo começa de forma humilde. Natural de Recife, ele se mudou para São Paulo ainda criança e morou durante dez anos em um porão. Ingressou no pagode como cantor de bar, recebendo R$ 50 por apresentação. Aos poucos, foi se aproximando do funk, que já começava a ganhar espaço nas casas noturnas paulistanas influenciado pelo estilo do Rio de Janeiro.
A grande virada ocorreu em 2019, quando Oliveira assinou um contrato com a Universal Music no valor de US$ 40 milhões — o equivalente a cerca de R$ 214 milhões, considerando o câmbio médio de R$ 5,35 em junho de 2025, segundo dados do Banco Central. O acordo impulsionou a expansão da GR6 mesmo durante a pandemia, período em que muitos negócios do setor fecharam as portas.
Leia também: Saiba quais marcas mais investiram em publicidade no Dia dos Namorados
Hoje, a GR6 oferece estrutura completa aos artistas: gestão financeira, acompanhamento psicológico, aulas de canto e instrumentos. “Cuidamos como se fosse uma família”, conta Oliveira. A empresa possui um canal no YouTube com mais de 40 milhões de inscritos e 250 milhões de visualizações por dia — uma vitrine essencial para os artistas de funk.
No entanto, Oliveira reconhece que os videoclipes, embora ainda relevantes, perderam espaço para plataformas como o TikTok, que facilita a viralização das músicas com coreografias e desafios. Ainda assim, ele enfatiza em entrevista ao Meio&Mensagem: “A música precisa ser boa”.


