IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

Indústria sobe 3,3% em relação a 2024, mas recua no bimestre

Por

·

Consumo menor e juros altos ajudam a explicar o recuo

Um dos principais motivos para o desempenho da indústria é a política de juros altos no Brasil. A taxa Selic, que é a taxa básica da economia, está em 15% ao ano. Com esse nível, fica mais caro tomar empréstimos e financiamentos, tanto para empresas quanto para consumidores. Isso acaba reduzindo a compra de bens duráveis, como carros e eletrodomésticos, que dependem de crédito.

Além disso, o aumento dos juros afeta os investimentos das empresas, que adiam ou cancelam planos de expansão ou compra de máquinas. Isso reduz a produção, diminui a geração de empregos e impacta toda a cadeia produtiva. Como consequência, há uma desaceleração na economia como um todo.

Entre as grandes categorias econômicas da indústria, três das quatro tiveram queda em maio. A maior retração foi nos bens de consumo duráveis (-2,9%), como automóveis e eletrodomésticos. Também caíram os bens de capital (-2,1%), que incluem máquinas e equipamentos, e os bens de consumo semi e não duráveis (-1%), que envolvem itens como roupas, alimentos e produtos de higiene. Apenas os bens intermediários, que são usados na produção de outros produtos, tiveram leve alta de 0,1%.

Com a produção em queda e o crédito mais caro, as famílias tendem a consumir menos. Isso pode causar atrasos na renovação de bens essenciais, como veículos e eletrodomésticos, e também afeta a indústria de alimentos e bebidas, já que o consumo fora de casa e o lazer costumam ser reduzidos em tempos de incerteza econômica.

Continuar lendo

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade